TEMPLATE ERROR Current Date: Mon Feb 23 20:02:23 BRT 2009 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 170 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementELSE JANELA PARA O MUNDO INVISÍVEL - UOL Blog
::Sobre Mim::






Nome: Érica, mágico Yonara


Idade: 28 anos


Gosto: Estudar magia


Odeio: Mentira


Músicas: Iris (Goo goo Dolls) e Tantric Sexuallity para a hora do sexo...


Contato: ericamarchesine@hotmail.com


JORNADA DE AMOR À DEUSA


Aos doze, treze anos eu sentia que a vida, o universo não compreeendia somente nas coisas que meus olhos alcançavam, pois, percebia que a existência ia muito além do que nascer, viver reclamando, morrer, ser enterrado e virar pó.
Não entendia direitos as sensações e sentimentos que explodiam dentro de mim, alguém me chamava para um caminho onde tudo se explicava através do invisível, mas eu não tinha maturidade para entender a funcionalidade das coisas. Um dia, encontrei em uma papelaria simples um tarô cigano, fiquei encantada e pedi para que minha mãe comprasse, assim, passei a jogar tarô todas as noites. A consciência espiritual renascia, fazendo-me relembrar da filosofia que eu levo comigo há anos.
Um dia li em uma revista sobre runas e descobri que podiam ser feitas em qualquer objeto natural, lembrei-me de um saco de conchinhas que peguei na praia. Então, confeccionei minhas runas nas conchinhas, pintei os símbolos e fiz uma mandala em uma cartolina, eram os ancestrais clamando pela magia, dentro de minha alma.
Tudo que eu fazia era inconsciente, na minha memória astral estavam registrados todos os conhecimentos do caminho da Antiga Arte.
Venho há muitos anos estudando magia mas nesta vida iniciei meus estudos em 1998, através de livros populares e fui evoluindo os temas e leituras. Iniciei-me e me encontrei quando descobri que tenho a Grande Mãe dentro de mim.
A partir de quando a Grande Mã tocou-me, afagou meu coração e iluminou minha alma entendi que as divindades não poderiam estar tão distantes e serem tão ausentes, descobri, assim, que ela, o Ser que Move o universo habita meu âmago, e todas as coisas deste cosmo, que tudo isso aqui forma uma teia divina que consiste na essência da Grande Mãe, e se um fio desta teia se arrebentar, todos nós simplesmente não mais seremos.
Aqui estou eu, há nove anos estudando e praticando o Amor à natureza, a transformação do negativo em positivo, tentando resgatar os valores humanos e espirituais, e principalmente espalhando o Amor A Grande Mãe que está nos alimentos que como, na bebida, no chão em que piso, nas flores e plantas, no ar que respiro e em tudo que nos cerca. Esta jornada é mais uma do ciclo que tenho que cumprir para um dia ser somente etérea, pura para merecer o caminho supremo e me encontrar por inteira à Grande Mãe.
Érica Raquel Marchesine


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Como diz Rubem Alves: tudo que é belo precisa morrer para se completar, então este blog se completa por aqui. E como tudo no universo segue o ciclo natural: nascer, morrer e renascer, este termina para que outro renasça.

 



Escrito por Érica/TiTânia às 16h12
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A MAGIA ESTÁ NO AR...PRESTE MAIS ATENÇÃO...



Escrito por Érica/TiTânia às 14h56
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DESERTO DENTRO DE MIM

   

 

 

Eu vivia diante de um deserto, nada de belo alcançava meus olhos, nada de intensamente vivo fazia parte de meu cotidiano. Eu havia me acostumado com aquela vida fosca e solitária. Eu preservava o vazio por ter medo de contemplar o ocupado, ou ter o espaço preenchido e sentir a dor de vê-lo se esvaziar. Então, um belo dia percebi nascendo em meu deserto um belo haste, na verdade um broto de alguma qualquer planta, pequeno, ainda, mas já fazia a diferença ao meio de tanta aridez. Este broto veio crescendo e assim, começou a fazer parte do deserto que se encontrava também dentro de mim. Os desertos, agora, possuíam algo de novo e de admirável. Ele preencheu todos os espaços vazios internos e externos, e, eu já incrédula de qualquer vivência passei a cuidar e admirar esta vida com dedicação. Nele depositei todo o amor que eu pude buscar em lugar lá no fundo de outro fundo dentro de mim.

Ele foi ocupando um lugar precioso dentro do meu ser e eu tentava pegá-lo, mas de certa forma, ele com seus espinhos, mesmo pequenos, me machucava. Eu insistia em toca-lo, pois eu precisava sentir de perto aquela existência que me engrandecia. E ele, me machucava todas as vezes que eu me aproximava. Minha pele sensível permanecia ferida...Logo, ele foi crescendo dentro, fora de mim. E eu fui me engrandecendo, com ele e com os ferimentos que ele me causava, eu já não me importava com o mal que ele me acarretava, apenas queria acompanhar a existência dele mesmo que longínquo.

A ausência que ele causava com sua presença foi me incomodando e a tristeza de não tê-lo foi enegrecendo a minha alma que um dia já tivera essa mesma negritude. Ele não podia ser meu, eu não podia ser dele, ele nascera para outro destino que não pertencer a minha vida. Deparar-me com essa realidade doía-me por inteira e despedaçava o meu ser.

Por algum momento, chorei com a irrealidade que minha consciência causara e tive medo de mim mesma, tive medo de meu próprio medo e de meus anseios imaginários. Sobrevivi desse medo, na verdade a minha mente é traiçoeira e ela me faz sucumbir diante da vida.

Fui embora desse deserto e aprendi que muitas vezes não podemos ter as coisas que amamos e devemos aceitar viver longe destas, por mais que isso doa, aliás, a dor é algum tão comum que devíamos nos conformar em viver com ela, tanto dentro como sob nós.

 



Escrito por Érica/TiTânia às 19h36
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O que é que se consegue quando se ama? Eu consegui uma coleção de dores, dor no peito, na garganta por chorar, na alma por viver, no ego por amar outrem e esquecer de mim mesma. Eu amei...hahaha...Acho engraçado, fazia tanto tempo que eu não amava. Eu amando...Eu que dizia ser tão forte, mas será que amar é um fracasso? Mas isso é amar? Ter um grande desespero por viver longe de alguém, desejar esse alguém até não suportar mais o próprio desejo, não se suportar mais de tanta ansiedade e saudade de algo que você tanto almeja, mas às vezes duvida. Sinceramente, o amor é ridículo! Ou eu é que tinha uma imagem bela de algo tão ridículo. Acho que fizeram com que eu tivesse uma idéia errada do amor.

Depois do término, um alívio percorre meu interior, mas simultaneamente um arrependimento toma-me com força e eu já não sei se amo ou odeio. Já não sei se sinto saudade ou rancor. Os sentimentos se mesclam a ponto de eu perder tudo o que me faz ser.

Passou, ufa! Acho que estou mais leve, mas dói mesmo sabendo que não devia. (Érica)

 

"Escuta: Eu te deixo ser, deixa-me ser então."

Água Viva – Clarice Lispector



Escrito por Érica/TiTânia às 21h55
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Feliz Ostara!!!

 

 

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Percemos as mudanças naturais através das árvores coloridas, pendendo nos galhos, as flores. Os pássaros cantam desde antes da aurora e em números elevados respingam no azul do céu como pontos negros. Os animais se multiplicam, assim a vida é celebrada pelos Deuses e nós pagãos só temos a comemorar.

Tanto o dia como a noite do dia 21 de setembro tem o mesmo número de horas e esse é o fenômeno que nos levam a perceber como a natureza é viva e perfeita. A partir da Primavera, os dias vão ficando mais longos que a noite, indicando que o Deus Sol irá renascer para ser Amante da Deusa.

Vamos pintar nossos ovos para receber a Primavera, a fertilidade, os Deuses e o dom da vida. Na antiguidade os povos antigos pintavam os ovos com diversos símbolos mágicos, que representavam a fertilidade, e os jogavam na fogueira em oferenda à Deusa.

 



Escrito por Érica/TiTânia às 15h38
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GRANDE MÃE

  

 

 

Ela mora aqui dentro de A Deusa Venusmim.

Ela nutre e alimenta o universo.

Ela faz o sangue verter do meu útero, faz com que eu seja bela e sensual mesmo próximo dos trinta anos.

É ela, só ela que faz as energias irem e voltarem ao mesmo ponto para cobrar o que se deve e para que a justiça maior se faça.

Ela, linda e abençoada entoa um cantigo dentro de mim.

Virgem, me faz ser menina, sabendo bem o que se quer. Mãe, fazendo com que a mulher dentro de mim, norteie o caminhos dos próximos.

Anciã, tecendo a teia da vida, me faz saber mais do eu deveria e viajar pelo mundo mágico com sabedoria.

ELA me faz ter equilíbrio, centro, sabedoria e humilde para errar, admitir e consertar.

ELA ESTÁ DENTRO DE MIM, EM VOCÊ, EM TUDO E EM TODOS.



Escrito por Érica/TiTânia às 00h01
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texto por Ana Marques

Todos temos medo.

Medo de nos envolvermos demais. De menos. De nos apegarmos a alguém, ou nunca nos apegarmos a ninguém. Medo de sofrer, da dor, do sentimento, do amor.

Todos temos medo.

Que seja da nossa sombra, daquilo que nos assombra. Do nosso reflexo no espelho. Do sabonete que cai no chão do banheiro. De ver refletido os fantasmas, mulheres de cabelo na cara.

Quem aqui tem medo do O Grito? Ou do O Chamado?

E quem tem medo do próprio grito? Ou daquele sussuro suave que é um chamado?

Quem tem de Virgína Wolf? Deveriam, ela falava das acomodações e dos sentimentos interiores, de quem nem parecia ter sentimentos interiores.

Vocês tem medo de Clarice Lispector e sua dor rígida, sua clareza ímpar, seu sentimentalismo certeiro?

Quem tem medo do claro, do escuro, do abismo, do muro? Quem teme aquilo que desconhece? E aquilo que finge que conhece? Tens medo também?

Quem aqui teme a vida? Quem teme ser indigna, mal falada, desconhecida, ignorada ou debochada? Quem teme ser esquecida?

Quem teme a crítica alheia, o perdão que nos torna feia, a piscina rasa, o copo meio vazio... que podia estar meio cheio. Cheio de veneno, talvez?

Vamos, falemos de temores. Falemos de medos, pesadelos e receios.

Todos temos!

Todos, absolutamente todos temos medo.

A questão é descobrir o que nos faz acordar a noite, suados e com frio. O que nos faz o coração bater em taquicardia, em total agonia. O que nos faz parar durante o dia, como se um sopro de morte, nos tomasse em vida...

Conte-me. Conte-nos. Conte-se.
Tens medo do que?



Escrito por Érica/TiTânia às 18h33
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 Como Pantera.

 

Ela era audaciosa e imponente, andava como uma pantera: cautelosa e soberana, voraz e delicada. Era apaixonada pela vida, pelas pessoas e pelo universo, isso era expresso em seus olhos cintilantes, sorriso constante e segurança escancarada.

Amara uma única vez e foi o suficiente para não repetir o que a inferiorizava perante a vida. Gostava de conquistar para depois sumir entre caminhos e destinos. Deixava todos com uma bagagem de admiração e rastros de sua genialidade. Manipulava e dominava como uma criança faz com uma bola. Quando pensavam que estava sendo amável e gentil, logo surgia uma trama e tramava bem, quase como um escritor de novela das oito. Também escorregava ao meio dos dedos de quem tentava segura-la, lisa e arisca, não se deixava prender-se e quando se enroscava parecia entregar-se e logo, desaparecia como ave no céu.

Ela deixava marcas, lembranças e sentimentos, e para isso, não podia permanecer, pois logo precisava estar em outro lugar, num outro momento e com outras pessoas para deixar as tais marcas que se espalham pelo mundo.

Um dia ela escorregou numa substância espessa chamada Amor, quando tentava se levantar caia novamente, a fugacidade e agilidade de nada adiantou, seu andar de pantera não serviu para esse momento e então, sentiu-se fracassada e impossibilitada com suas virtudes afogadas nessa mesma substancia. Seguiu andando e escorregando por um bom trecho de seu caminho, até entender que essa queda é fundamental para seu desenvolvimento existencial, para que seus valores se restaurem para um recomeço, assim a Roda da Vida continua a girar...

(19/07/08)



Escrito por Érica/TiTânia às 22h20
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Percebendo a Lua.

 

Hoje a lua começa a crescer no céu, depois de minguar e renascer, ela começa a seguir sentido ao seu auge para tornar-se cheia e completa. Junto com ela, nessa fase crescente, crescem nossos sonhos, aumentam nossos sentimentos e enaltece a feminilidade.

Olhem para o céu, vejam como ela emana seu brilho para as nossas existências, para as nossas almas, e faz com que a noite seja mágica e perfeita.

Esqueçam da correria do dia a dia, esqueçam dos deveres e obrigações, sintam e percebam a Lua. Sintam como ela entra em nossas vidas, em nossas almas. Ela se reflete em nossos sentimentos, em nossas atitudes, em nossos relacionamentos, em tudo e em todos.

Quando a Lua se enche de luz o universo também se enche de luz, o cosmo está interligado a ela através de um elo misterioso e invisível. Ela movimenta os oceanos, guia as gestações, comanda as plantações e habita o interior de cada ser feminino de forma inabalável.

Levantem suas cabeças e fixem seus olhos naquela que foi considerada divindades de inúmeros povos antigos, admirem aquela que foi a inspiração de lendas e histórias passadas de geração em geração. Ela é única e Sagrada. Símbolo do universo feminino e Mãe dos astros. Vejam em seu desenho a perfeição, em sua luz o brilho do mistério divino e em sua vibração as energias que movem o planeta.



Escrito por Érica/TiTânia às 21h59
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Dores divididas.

Um caminho que sempre aturava meus passos, uma passagem que se gastava com meus pés cansados e feridos. Eu repetia esse caminho por amor e amava para repetir os mesmos erros. Estação de Metrô Paraíso, metrô paraíso, um dos registros e marcos da minha dor. Por que preferimos caminhar sentido ao sofrimento? Por que nos entregamos ao desgosto como um soldado se entrega ao combate? Por que entre ser feliz e sofrer mais uma vez escolhi sofrer?

Ao descer as escadas rolantes, ao ficar sozinha comigo mesma e encarar meu ego foi que todas as mágoas e dores, que estavam guardadas, iniciaram uma espécie de turbilhão e transbordaram para fora do que os continha. Num choro descontrolado eu libertei todas as amarras do meu interior e expus a dor que me afligia. Com as lágrimas passeando pelo meu rosto eu caminhei mesmo não querendo mais continuar, não querendo mais seguir. Como uma tempestade, as lágrimas escorriam irreprimível pela minha face e eu não pude e não consegui interrompe-las como achei que podia.

Chorei por todo o percurso sem se dar o trabalho de enxugar meu rosto já que seria em vão. Deixei que as lágrimas molhassem minha roupa, escorressem pelo meu rosto e se derramassem pelo mundo.

As pessoas me olhavam como se também não chorassem ou talvez por não terem a audácia de admitir a tristeza, e eu sem se importam com qualquer coisa, chorei, chorei por admitir que eu sofria. Essa dor de amor ridícula que advém do meu próprio fracasso. Ninguém é culpado pelo meu sofrimento já que nós mesmos nos entregamos a angustia. EU permiti-me sofrer, eu aceitei a amargura, por fraqueza e covardia.

Naquele momento eu só queria sentir a dor até que ela doesse tanto até passar, queria sentir o sofrimento em toda a sua intensidade para depois usufruir o alivio do fim.

E entre o que apertava meu coração e o que me fazia mulher: sentimental e sensível, havia a derrota da entrega ao que me fazia sofrer.

Ao meio do percurso, uma senhora sentada ao meu lado, dentro do metrô, segurou em minhas mãos e perguntara se eu estava triste, limpei as lágrimas para poder enxerga-la e respondi afirmativamente, ela, então, olhou nos meus olhos e pronunciou belas e confortantes palavras, mas que pouco me consolaram já que o amor doía tanto e a dor tem a necessidade de passar por si própria, mas levei comigo aquelas sublimes palavras e as carreguei em minha lembrança. E, então, aquela senhora, cujo nome nunca saberei, soltou as dores e mágoas que também guardava em seu âmago e juntas choramos numa cumplicidade momentânea e contemplamos as dores vivenciais, por um acaso, desses que nos fazem duvidar. Logo mais, nos despedimos num âmbito balsâmico, e, através de lágrimas cada uma seguiu seu caminho, em destino a esses sofrimentos que nos fazem seres humanos.

E, então, conclui que a Deusa como anciã veio confortar e acalentar a Donzela-Mãe para que o Sagrado Feminino seja completo e único.



Escrito por Érica/TiTânia às 14h25
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Outono: preparação para a Introspecção trazida pelo inverno.

 

O outono chegou, e há dias posso senti-lo, nas folhas secas caídas pelo chão, no vento frio que sopra ao final da tarde, no sol que já se põe diferente, mais baixo, alaranjado, fraco, e, como uma boa pagã, percebo essa mudança de ciclo e estou em sintonia com essas forças.

Porém, além de guardar alimentos e mantimentos para o inverno que há de chegar, devemos, também, guardar as energias para suportar a solidão, escuridão e nebulosidade dessa época. Estar consigo mesmo, olhando diretamente para seu centro não é tão fácil como parece, a Introspecção trazida pelo equinócio é amedrontadora, e exige um preparo e um certo equilíbrio.

A oportunidade de se auto-analisar e refletir sobre nós mesmos é qualitativa, contudo pede um preparo, e agora é o momento de se preparar e guardar os estoques para a época de recolhimento.



Escrito por Érica/TiTânia às 21h06
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Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de tua presença.
Dê-me a coragem de considerar esse vazio
como plenitude.
Faça com que eu seja a tua amante humilde,
entrelaçada a ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de te amar,
sem odiar as tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.

(Clarice Lispector)


Escrito por Érica/TiTânia às 16h22
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Estranho como parece que o destino é algo lacrado, inviolável que fica escondido atrás do livre-arbítrio como se esse fosse uma embalagem para que pensemos ter o poder de decisão da direção de nossos caminhos.

Enganei-me por decidir minha vida, por poder escolher e pensar ter eu determinado minha situação como mulher.  E mais estúpida fui por nunca aceitar o trilhar do destino, por nunca acreditar que tudo segue um caminho apontado por algo que desconhecemos.

 

Assim foi que a masculinidade, virilidade exacerbada, mãos fortes e ríspidas contrastadas de beijos doces e leves trouxeram-me o que nunca havia admitido, o que empurrei e atirei de um penhasco. Eu lutei, debati-me para que esse sentimento não atasse minhas mãos e preenchesse meu coração; Afrontei, resistir, em vão, então agora apenas me entrego. Entrego-me ao desconhecido, na sombra e névoa apenas vivo o que minha alma clama.

 

Fui refreada e deparada com um sentimento sublime e assustador para alguém que como eu está habituada com a dor. Um enigma no enredamento de minha vida, um homem, um sentimento que é mais um dos tantos mistérios trazido como presente pelo imprevisto, um olhar que oculta detalhes e características, um Eu escondido atrás das fantasias que construo e atrás da imagem que ele quer que eu tenha dele.

             Quem é ele? O que ele quer de mim? Na verdade não quero mais hesitar. Não quero perguntas. Quero apenas a incidência entre nossos seres. Já que tem que acontecer, que aconteça então! Que meu corpo se encoste ao dele sem ter motivo para isso, que meus lábios entremeiem os dele apenas por vontade e paixão, não quero motivos, não quero a causa nem a explicação, quero o que se pode ter de mais concreto e real sem filosofias e intercessões. Que aconteça por necessidade e obrigação ou acaso e destino ou ainda impulso e obstinação. E que ao meio de incertezas e dúvidas o corpo dele continue trazendo frêmito ao meu, que minha alma abrace a dele quando nossos corpos se interligarem no grau mais elevado do prazer humano, que minha delicadeza possa ser contrastada pela sua grandeza, que nossos olhares se comuniquem no silêncio de nossas palavras e que o beijo na testa seja o símbolo de carinho ao meio de tanta rispidez mesmo sabendo que um dia isso poderá ser apenas mais uma lembrança entre tantas.

 

            Meu corpo verte, agora, o desejo que escorre entre meus vãos e vaza pelo universo escoando meu sentimento, emanando minha paixão pelos ares e quadrantes, alastrando meu sentimento de mulher, não me permitindo mais esconder, não me permitindo fugir. Agora, estampado em meu rosto, registrado em meu sentimento mais íntimo e refletido na dimensão do universo, apenas sigo, caminho sentido ao desconhecido, ao encontro do que me faz mulher realizada e inteira, desconfiada e persistente.

 

            Estou aqui com a lembrança de nossos corpos encaixados com perfeição, com a saudade de minha boca matando a sede nas fontes dos lábios dele, sigo, então com o atormento causado pela paixão, a inquietude da indecisão e a insegurança do amor. E isso, em meu centro, vai germinando, crescendo, aumentando, até exceder os limites, explodir e se estilhaçar para desaparecer em pó pelo universo.



Escrito por Érica/TiTânia às 15h12
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 A pessoa perfeita: Ilusão da consciência.

 Há alguns meses recebi uma mensagem das divindades pronunciando a vinda de alguém especial em meu caminho, um homem, cujo traria uma transformação e um sentimento para minha vida afetiva. Eu tive a certeza que deixaria minha estrada solitária para viver em conjunto e seguir o caminho da Deusa de mãos dadas a alguém abençoado. Dessa forma, as vozes do plano astral foram ditando-me a receita de um amuleto, este o carrego comigo sempre; Constituído com os elementos naturais do amor, ele foi confeccionado com a magia que carrego dentro de mim há muitas vidas e antepassados mágicos. Eu nunca tive a intenção de seguir a minha passagem nesse plano acompanhado por um homem até mesmo porque não procuro ninguém para me completar, afinal temos a obrigação se sermos completos para sermos felizes, mas para me acrescentar, contudo a mensagem divina fez-me esperar por alguém, mesmo não acreditando no amor homem/mulher.

Algumas pessoas apareceram e logo se foram, assim percebi que nenhum desses homens de meu círculo era ideal como eu esperava ser, na verdade não necessariamente perfeito, mas com algumas características especificas e dignas para uma filha da Deusa. Nunca busquei essa pessoa, porém observei todas ao meu redor para tentar reconhece-la, o tempo passou e hoje percebi que muitas vezes não sabemos interpretar as mensagens dos deuses ou as compreendemos erroneamente, pois a pessoa perfeita é a mais complexa fantasia de minha mente, assim como é a ilusão criada pelo psicológico de qualquer ser humano. Existem diversos homens ou pessoas especiais e eles passam pelas nossas vidas e se vão como as folhas de outono, como as ondas do mar, o conceito de que as pessoas têm que permanecerem em nossas vidas e ficarem para sempre é mais uma teoria de nossas consciência destreinadas, de nossos cérebros covardes.

Cada homem tem sua especialidade e cruza meu caminho – ou de qualquer mulher - para deixar uma marca, um rastro e um ensinamento, então sou grata e privilegiada por ter encontrado tantos e quão valiosos e magníficos homens, que infelizmente não permaneceram e nem poderiam, afinal fomos feitos para viver e aprender de tudo com todos. Os caminhos, as pessoas, as situações são presentes celestiais e precisamos aprender a valorizar essas oferendas ao invés de sofrermos com as idéias conflitantes que queremos impor ao nosso sistema de vida.

Mais uma vez aprendi com meus fracassos, com minhas dores e com meus conflitos internos, assim evoluindo para alcançar a paz suprema e o equilíbrio perfeito.



Escrito por Érica/TiTânia às 11h47
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A mensagem divina

 

A chuva caiu fina e constante do lado de fora, uma angustia rara no meu dia a dia, percorria minha alma. Optei pela meditação para tirar a inquietude de minha mente. Como se eu tivesse um encontro marcado com as divindades ou algum ser astral, eu sentia em um canto profundo de meu ego que esse ser cruzaria meu caminho para entregar-me algo. Depois da técnica respiratória, o relaxamento e a paz transcedental. O desligamento da mente, o alcance de outra dimensão, por fim meu cérebro entrou em alfa e minha alma atravessou o plano astral. Logo, senti sob meus pés descalços a terra úmida de um caminho largo e envoltos de grandes e verdes árvores. Caminhei por algum tempo, cujo é incomparável ao tempo do plano físico, ao final do caminho existia um grande gramado verde que aguçava meu olhar. Ao centro do gramado encontrava-se um labirinto de pedra, imenso e circular. Entrei nesse labirinto e desesperadamente procurei pela saída. Vi-me perdida, presa e aflita. Continuei a procurar a saída, ou algo que precisava ser descoberto, afinal os obstáculos nunca me limitam. Após um tempo considerável encontrei a saída ao centro do labirinto, ao vê-la um tremor junto de uma vibração percorreram meu corpo, eu sentia uma espécie de alegria, orgulho, não sei ao certo. Caminhei em direção a um grande buraco ao centro e desci por um cano que servia de escorregador para o piso inferior. Ao descer deparei-me com uma escuridão e corredores misteriosos, após atravessar tais corredores cheguei em um lugar maravilhoso, a beleza acarinhava a minha visão e fazia-me admirar todos os detalhes. Avistei, então, uma casa delicada, de madeira com cortinas rendadas. Perfeita e encantada. Admirei-a por algum tempo e decidi bater a porta. Uma moça bela de cabelos longos, pele branca e saia longa me recepcionou, fomos até o meio da sala onde se encontrava um enorme tapete de crochê redondo. Paramos uma de frente para a outra e depois de nos olharmos ela veio até mim e abraçou-me demoradamente, apertou-me contra ela e eu senti a importância de um abraço, há muito tempo alguém não me abraçava com essa intenção de consolo e proteção. Uma energia percorreu meu ser e tudo o que as divindades queriam entregar-me naquele momento de encontro e ligação era consolo e força para eu continuar meu caminho. Lágrimas percorriam meu rosto, como há muito tempo não acontecia, chorei de emoção, de dor e ao mesmo tempo de alegria. Suportarei com esse presente, em forma de abraço, todas as dores e decepções advindas da vida. As lágrimas caiam de meus olhos como a chuva caia do céu, nós dois chorávamos um pelo outro, ou pela vida, ou por nós mesmos e eu pude, assim, mostrar a mim mesmo que eu sou forte, porém sou mulher, sofro, choro, amo, sou metade divina, mas ainda assim tenho uma porcentagem humana que tem fracassos e conflitos. Porém a mensagem dos deuses foi concluída através da meditação e pude desvenda-la com sucesso e seguir com uma grande paz que essa mulher, talvez uma ancestral, Deusa interior ou ser invisível, pode me conceder.



Escrito por Érica/TiTânia às 19h39
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A Serpente

 

Rastejante, audaciosa, vibrante com sua calda e sua defesa, ela cruzou minha realidade; Na pequenez, a grandeza de um poder amedrontador, ela carregava a imagem do perigo e a fantasia da ameaça.  No embalo da beleza, o veneno mortal, sibilando a morte e carregando a vida.

Eu a olhei com temor, mas ao mesmo tempo com todo o respeito e dor por sermos inimigas sem ao menos nos enfrentarmos. As cores cintilantes de sua aura causaram impacto em minha alma. Por ela vivi um momento de adoração, em seu mistério, em sua reificação encontravam-se partes de meu mistério. Mataram-na pelo perigo escondido atrás da nobreza. Na morte daquela serpente, eu senti a angustia do fio sendo rompido, das divindades sendo afastadas de minha dimensão, ela foi desafiada, e como símbolo divino, como lado sombra da nossa consciência, ela nas traz com sua morte, a elevação de nosso egoísmo e o a falta de sintonia com o cosmo.

 

 Ela levou um pouco de mim e eu guardei muito dela em minha existência, a imagem percorreu meu oculto e seu desenho registrou-se em minha consciência em forma de consolo. Eu a tenho aqui dentro de mim e isso me faz melhor.

 



Escrito por Érica/TiTânia às 11h19
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Ela une todas as coisas

Jorge Vercilo

Ela une todas as coisas
como eu poderia explicar
um doce mistério de rio
com a transparência de um mar ?

Ela une todas as coisas
quantos elementos vão lá …
sentimento fundo de água
com toda leveza do ar

Ela está em todas as coisas
até no vazio que me dá
quando vejo a tarde cair
e ela não está

Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra me completar

Ela une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido
une amigos ao meu redor

Ela está em todas as coisas
até no vazio que me dá
quando vejo a tarde cair
e ela não está

Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra me completar

Une o meu viver
com o seu viver
Ela só precisa existir
para me completar

Ps. Será que o Jorge Vercilo é pagão??? :)



Escrito por Érica/TiTânia às 13h53
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Ás vezes precisamos dos elementos opostos para nos reconhecer e perceber, assim fazer de nosso Eu mais relevado. Preciso do Deus Cornífero para me fortalecer e nutrir a Deusa que me habita.



Escrito por Érica/TiTânia às 22h58
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           A espera, a saudade, a vontade transbordando em encanto e desejo, por fim, o encontro. Na moto, a adrenalina do perigo, o prazer do corpo colado, as coxas grossas como suporte e segurança, o vento arrepiando meu corpo desprotegido e o destino incerto fazia-me viver o momento em todos os aspectos.

 

           Quando chegamos ao nosso destino, a surpresa e a expectativa de ser levada,e tomada pela força masculina, então, apenas entreguei-me ao acaso, sendo levada pela correnteza de um rio desconhecido.

 

Sem saber o que me esperava, mas sabendo bem o que eu queria, permiti que a força maior me tomasse por alguns momentos para depois fugir em disparada como um animal selvagem com extinto de liberdade.

 

Ser protegida e cuidada pelo elemento masculino tem suas vantagens, porém as desvantagens são tão doloridas que me levam ao temor.

 

Um toque, uma mão e uma provocação. O desejo incendiava a razão e a paixão estendeu um tapete para nossos pés inquietos, na mistura dos corpos, a mistura dos líquidos e o encaixe perfeito. A pequenez acomodada na grandeza, eu ajustada perfeitamente na proteção e acolhimento dele. Com tantas misturas, nossos corpos se fundiram em função da Lei natural. Eu senti cada parte do corpo dele com todos os meus sentidos, visitei cada vão com a fugacidade de minha boca, ele penetrou minha alma e cultuamos a Dança erótica do Deus que mora nele com a Deusa que habita meu ser.

 

No equilíbrio das energias, o feminino entrelaçou o masculino e do perfeito laço fez-se a plenitude de um momento. E quando um elemento precisa do outro para existir, marca-se, então no tempo e no espaço uma lembrança inesquecível.

 

O que nos une vai muito além de nossas consciências leigas, transcende as nossas leis humanas e me faz seguir em direção desse homem como um imã ao pólo oposto, sou fixada como se só houvesse um único caminho,cujo leva-me à existência dele.

 

Na verdade esse enigma me faz ir, seguir sem entender, nem questionar. Eu apenas quero qualquer ligação que estabeleça contanto entre nossas existências. Tento bloquear as emoções, porém meus sentimentos desativam minha parte racional e fazem com que meu cérebro apenas sirva de condutor de meu corpo físico.

 

           Eu tentei fugir, mas como um cavalo selvagem, fui domada e vencida por uma força maior que pode e domina qualquer circunstância. Essa força é o mistério que permeia e sustenta nossas vidas, aqui nesse complexo desafiador.

 

Sempre tive o dom da palavra e sempre acreditei que a escrita é a única forma de eternizar momentos e sentimentos, então através dessas singelas palavras quero registrar no tempo e no espaço esses sentimentos que me envolvem.

 

Portanto, se tudo isso acabar e a nossa ligação se findar, saibamos que tudo que é belo morre, a morte é o ultimo acorde que diz: “está completo” e tudo que se completa deseja morrer. Após o término uma outra coisa a substitui: a saudade.

 

Érica Raquel Marchesine (fevereiro-2008)

 

 



Escrito por Érica/TiTânia às 14h50
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A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna para ela. Sendo terra, também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado.

Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a deusa.

A Deusa da Terra é também o ar e o céu, a celestial Rainha do Céu, A Deusa Estelar, regente de todas as coisas sensíveis mas invisíveis: do conhecimento, da mente e da intuição. Ela é a musa, que desperta todas as criações do espírito humano. Ela é a amante cósmica, a estrela da manhã e do entardecer, Vênus que surge nos momentos de amor. Bela e irradiante, ela jamais pode ser dominada ou penetrada; a mente é conduzida cada vez mais adiante na ânsia de conhecer o desconhecido, de falar o inexprimível. Ela é a inspiração que vem no momento da introspecção.

STARHAWK. A Dança Cosmica das Feiticeiras; Capitulo V A Deusa.



Escrito por Érica/TiTânia às 23h23
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